SEMB

O Seminário de Missões e Evangelismo Betesda existe desde muito tempo.

Mas o que é o SEMB?
É um lugar onde pessoas que servem a Deus irão desfrutar de momentos maravilhosos, desafiadores e de constantes encontros com Deus e com o "outro".

Quando ocorre o SEMB?
O SEMB ocorre geralmente na primeira semana do mês de julho de cada ano.

Como ocorre?
Na primeira semana a pessoa que irá participar do SEMB (sembista) fica interno, recebendo treinamento e participando de oficinas e palestras que ajudarão no campo missionário.
Na segunda semana, ocorre o prático, onde tudo aquilo que o sembista aprendeu será colocado em prática.

Mas por quê SEMB ®EVOLUTION?
Por quê, esta nova geração de sembistas muito mais do que pregar o evangelho, estão antenados com o que acontece no mundo, eles revolucionam não apenas pelas palavras, mas simplesmente pelo jeito de ser.
Antenados com o mundo que os cerca eles se sentem preparados para dizer um basta e juntos se engaj@rem nesta luta a favor do reino de Deus.
Venha e faça parte desta turma!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

II Festival das Juventudes‏

O Festival

O Festival
Festival das Juventudes em Fortaleza
Em 2010, a Prefeitura Municipal de Fortaleza organizou o 1° Festival Latino Americano das Juventudes na cidade (3 a 6 de junho). Foi um encontro de experiências das diversas formas de organizações das juventudes. Reunimos mais de 5 mil jovens alojados e mais de 25 mil em todas as atividades. Com esta experiência, vimos que é possível realizar um intercâmbio entre movimentos e políticas de juventude, a partir de atividades propostas e organizadas por jovens.
O diferencial deste Festival é o modelo de encontro que propomos. Conseguimos promover um espaço para as juventudes. Aquele foi um espaço que perpassou as diferentes formas de viver a juventude. Tivemos debates, palestras, apresentações artísticas espontâneas, apresentações de shows com bandas locais, nacionais e internacionais, encontros de movimentos, feira da economia solidária. Tudo feito com o pensamento de que as juventudes pensam o mundo que vivem e podem interferir na realidade que está colocada para cada um e cada uma.
O primeiro Festival se mostrou um lugar de debates sobre as políticas públicas para o nosso segmento, na cidade, no país e na América Latina. Colocamos para todos e todas as nossas lutas, a forma de cada um se organizar e como pensamos a conjunta política local e da América Latina. O tema foi A América Latina e as lutas juvenis.
É com a ideia de que as juventudes precisam de espaços como este, para se encontrar, trocar experiências e pensar em modelos de sociedade democráticas, feministas, anti-racistas, anti-homofóbicas e sustentáveis, que o Festival é construído. É por isso, e porque este foi o maior evento de debates e construções sobre as juventudes até então, que o Festival já é um evento do nosso calendário e dos nossos movimentos.

O canto de um novo mundo

II FESTIVAL banner 3 O mundo contemporâneo nos impede, muitas vezes, de refletir, de ponderar e de agir conscientemente. Ficamos concentrados em problemas individuais, como a busca por emprego e formação, e deixamos de lado o potencial que temos de transformar a ordem e a realidade cotidiana.
Nas palavras de Che Guevara, “ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição biológica”. Somos questionadores e transformadores, com uma significativa diversidade, por isso os espaços de discussão e organização, como o Festival, são importantes para construirmos um horizonte comum, um sonho coletivo. Para ser coletivo, João Cabral de Melo Neto nos explica:
“Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro: de outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzam
os fios de sol de seus gritos de galo
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão”.
(Tecendo a Manhã – João Cabral de Melo Neto)
Com esse pensamento começamos a pensar o tema do II Festival. Não por acaso este evento se tornou o nosso lugar de encontro. Nosso canto.     Assim surge o tema “O Canto de um novo mundo”.
A palavra “canto” significa música, expressão de vontades, anseios, ideias. Mas também pode lembrar canto significando lugar, espaço, momento. O Canto onde é possível cantar, um lugar que ao invés de ter silêncio dos dias atuais, do capital que espolia os povos e coíbe a nossa capacidade inventiva, prevalecerá o canto das juventudes.
E isso está casado com o debate de construção e consolidação dos direitos das juventudes. O Festival é para ser um ambiente de criação, reflexão, experimentação e produção coletiva. Um lugar capaz de nos mobilizar para a construção de alternativas baseadas em valores democráticos, solidários e multiplicadores de novas formas de vida econômica e social eco-sustentável.
Por isso, nos identificamos com os galos, que gritam juntos. E nós, com todas as forças que vêm das nossas utopias, cantamos. Cantamos porque o grito só não basta:
“cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota
cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta”
(Porque Cantamos – Mário Benedetti).

Por Lucas Queiroz!

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